Do Rio ao Porto apostando na beleza

João Lima, diretor da clínica com o seu nome, é médico estético e cirugião plástico e trabalha para melhorar o aspeto dos seus pacientes sem mudar a sua personalidade. O responsável? O melhor ácido hialurónico do mercado.

Dr Joao Lima

21 anos de experiência com ácido hialurónico parece pouco. Mas o certo é que se trata de um grande espaço de tempo, se tivermos em conta a quantidade de fases e evolução pela qual passou este instrumento essencial para os bons resultados da medicina estética. Talvez possamos dizer que o ácido hialurónico (AH) é o responsável pela demanda de tratamentos médico-estéticos, que estão a aumentar, sobretudo com o confinamento, quando há uma maior preocupação estética e nenhuma vontade de perder tempo. Também ganhamos coragem para experimentar coisas novas! Tudo isto aliado à melhoria da tecnologia do AH, que se vai aperfeiçoando cada vez mais e existindo possibilidades mais precisas para cada região anatómica. O Dr.Lima formou-se no Rio de Janeiro, berço da cirurgia estética e onde a busca da beleza sempre foi e continua a ser enorme. Todas as mulheres querem parecer-se à Garota de Ipanema, mesmo que nunca a tenham visto; simplesmente porque na melhor versão de cada mulher vive uma garota de Ipanema. Segundo as palavras do doutor, em Portugal, as pacientes fogem de um resultado artificial, sendo que os lábios estão muito na moda, “e para isso faz falta um AH que se adapte bem a esta região, tanto em densidade como em volume”. Agora que se fala tanto de harmonização facial, “ tenho de dizer que é genial: deixa uns traços mais harmoniosos e equilibrados, e é ideal para pequenas rugas e hidratação, funcionando como um skin booster”, explica o doutor. E temos que acrescentar que nas mãos também, proporcionando uma hidratação profunda.

Há uma apresentação específica do AH para rugas peribucais e olheiras, com uma textura mais líquida que aporta um pequeno volume e que se utiliza com cânula. “É mais cómodo, tanto para o paciente como para o médico, e mais preciso para o resultado do tratamento”, acrescenta o doutor. Em relação ao tipo de paciente, João Lima afirma ter na sua consulta mais mulheres que homens, “embora a demanda deles está a aumentar muitíssimo. E também tem variado a idade: quando se começou com o AH há 20 anos, a média das pacientes era de 45 anos, e agora está a diminuir, sobretudo com as primeiras consultas. São raparigas que acompanham as suas mães e não querem esperar ter a idade delas para começar a tratar-se”, considera Lima. Para terminar, perguntamos ao doutor que diferenca há entre as mulheres espanholas e portuguesas no que se refere à estética: “ as espanholas são mais parecidas às brasileiras, estão mais abertas a tratamentos, embora as portuguesas já vão aumentando os seus cuidados. Em Portugal, há certa tradição estética, mas ainda não se chegou ao nível das espanholas ou brasileiras. Nos últimos 8 anos, a procura de tratamentos cresceu mutíssimo aqui, tanto faciais, como corporais; há uma preocupação muito maior em termos de aparência, de estar bem, não só em alimentação e atividade física, mas também com o aspeto puramento estético”, termina o doutor.